Robson Pandolfi (1987-2018)

FAMÍLIA REPÚBLICA, COLEGAS E AMIGOS

Os bons velocistas têm mais fibras musculares de contração rápida do que a média. São esses músculos que lhes garantem a explosão necessária para correr 100 metros em menos de 10 segundos. Os bons alpinistas têm mais glóbulos vermelhos do que a média. Esses glóbulos transportam mais oxigênio corpo adentro, e permitem enfrentar melhor o ar rarefeito das montanhas.

Os bons jornalistas também têm uma característica definidora: eles são mais curiosos do que a média. Os glóbulos vermelhos desses profissionais é o apetite incontrolável por novas informações. E é essa peculiaridade que permite aos grandes jornalistas transitar entre várias áreas do conhecimento com
a mesma desenvoltura. O Rob era um desses grandes. 

Sócio da República – Agência de Conteúdo, Robson Pandolfi era jornalista, ganhador dos prêmios CNI e FIEP de Jornalismo Econômico. Tinha especialização em Política Internacional e fazia mestrado em Computação Aplicada, com pesquisas voltadas para as aplicações da Inteligência Artificial no jornalismo. Como professor universitário, ministrou aulas de jornalismo literário, relações internacionais e jornalismo de dados.

Mas a vida não era só trabalho. Natural de Mariano Moro, cidade na divisa com Santa Catarina e que abriga 2.210 habitantes segundo o último censo demográfico, Pandolfi era ávido por encontros e churrascos – amigos estimam que ele preparava de dois a três assados por semana. “Era um amigão antes de tudo, um amigão de todo mundo”, diz Ricardo Lacerda, seu sócio na República. “Sujeito muito afetuoso, cumprimentava com um tapão que quase desmontava a gente”, descreve Leonardo Pujol, seu outro sócio na agência. 

Nada afeito a despedidas, Rob partiu cedo, aos 30 anos. Morreu afogado em 6 de janeiro de 2018, um sábado, enquanto passava as férias com amigos e familiares no litoral do Uruguai. Deixou os pais, a irmã e a namorada. E um legado de infinitas virtudes.

Sentimos saudades. 

O texto inclui trechos de homenagens publicadas nos jornais Zero Hora e Folha de S. Paulo, e na revista Superinteressante